SBTi vs. Metas Internas de Carbono: qual compromisso faz mais sentido para sua empresa?

Reduzir emissões virou agenda prioritária. Mas a pergunta que muitos gestores fazem é: por onde começo e qual comprometimento devo anunciar publicamente? Duas rotas dominam o debate: as metas validadas pelo SBTi e as metas internas baseadas no GHG Protocol. Não são excludentes, mas têm lógicas bem diferentes.
O que é o SBTi?
O Science Based Targets initiative é uma parceria entre CDP, WRI, WWF e UN Global Compact que valida metas de redução de emissões alinhadas com a ciência climática — especificamente, com trajetórias de 1,5°C ou 2°C. Uma vez validada, a empresa pode comunicar publicamente que sua meta é "baseada na ciência", o que gera forte capital reputacional.
Custo e complexidade
Entrar no SBTi exige: inventário de Escopo 1, 2 e 3 completo, definição de linha de base, projeção de trajetória de reduções por pelo menos 10 anos e processo de validação com taxas que variam conforme o porte da empresa. Para PMEs, o SBTi lançou uma rota simplificada (SME Route), mas ainda assim o processo demanda maturidade técnica.
Metas internas: mais flexibilidade, menos reconhecimento externo
Estabelecer uma meta interna — como "reduzir 30% das emissões de Escopo 1 e 2 até 2030" — permite maior agilidade e adaptação à realidade operacional da empresa. O risco é a percepção de baixa ambição ou greenwashing por stakeholders exigentes.
Nossa recomendação
Para empresas em início de jornada ESG, comece com o inventário GHG completo e metas internas robustas. Para empresas com exposição a mercados internacionais, cadeias de suprimentos de grandes multinacionais ou acesso a capital sustentável, o SBTi agrega valor estratégico significativo. A Domani apoia as duas trajetórias.

