Projetos de Restauração Ecológica como Ativos de Carbono: oportunidades para o agronegócio brasileiro

O Brasil possui cerca de 30 milhões de hectares de passivo de restauração florestal — áreas que, segundo o Código Florestal, deveriam ser de vegetação nativa. Esse passivo, visto por muitos como um problema, pode ser transformado em um ativo financeiro por meio de projetos de carbono de restauração.
Como funciona
Projetos de Aflorestamento, Reflorestamento e Revegetação (ARR) e de Restauração Florestal Melhorada (IFM) quantificam o carbono removido da atmosfera pela recomposição da vegetação nativa. Cada tonelada de CO₂ removida e verificada gera um crédito comercializável no mercado voluntário.
Potencial financeiro
Dependendo da localização, espécies utilizadas, biodiversidade associada e metodologia, projetos de restauração podem gerar entre 5 e 20 tCO₂/ha/ano. A preços de mercado para projetos com atributos de biodiversidade (US$ 20–50/tCO₂e), a receita por hectare pode superar os rendimentos de atividades agrícolas convencionais em algumas regiões.
Além do carbono: co-benefícios e SBTN
Projetos bem estruturados alinham-se também ao Science Based Targets for Nature (SBTN) e geram co-benefícios verificáveis: proteção de nascentes, aumento da biodiversidade, melhoria do microclima e criação de empregos rurais. Esses atributos elevam o preço dos créditos e a atratividade para compradores corporativos com metas de biodiversidade. A Domani Carbon apoia produtores rurais e empresas na estruturação de projetos de restauração — da análise de viabilidade à comercialização dos créditos gerados.

