Mercado Voluntário de Carbono em 2025: o que mudou e para onde vamos

O mercado voluntário de carbono (MVC) viveu um período turbulento. Após as críticas contundentes de 2023 — especialmente sobre projetos REDD+ que não entregavam as reduções prometidas — o setor respondeu com uma agenda agressiva de reformas. Em 2025, o cenário é outro: mais rigoroso, mais transparente e, para quem sabe navegar, repleto de oportunidades.
O que mudou de fato?
O ICVCM (Integrity Council for the Voluntary Carbon Market) publicou os Core Carbon Principles (CCPs), um conjunto de critérios mínimos de qualidade que projetos precisam cumprir para ter seus créditos rotulados como "aprovados". O VERRA respondeu atualizando a metodologia VM0007 (REDD+) e introduzindo auditorias de terceiros mais frequentes. Paralelamente, o VCMI (Voluntary Carbon Markets Integrity Initiative) lançou o Claims Code of Practice, orientando empresas sobre como comunicar o uso de créditos sem cair em greenwashing.
Impacto no Brasil
O Brasil, com sua vantagem competitiva em projetos de base natural (floresta, solo, restauração), sai fortalecido nesse cenário. Projetos que combinam biodiversidade, comunidades locais e metodologias robustas alcançam preços premium — entre US$ 15 e US$ 50 por tCO₂e em algumas categorias, ante US$ 3–5 de projetos industriais genéricos.
O que as empresas precisam saber
Para empresas compradoras, o recado é claro: a era dos créditos baratos de baixa qualidade acabou. Investir em projetos certificados com co-benefícios verificáveis — sociais, de biodiversidade e climáticos — passou de diferencial a requisito. A Domani acompanha essas tendências de perto para garantir que seus clientes acessem créditos que sustentam tanto o impacto real quanto a reputação corporativa.

